ESCOLA “SEM” PARTIDO E OS RISCOS À EDUCAÇÃO BRASILEIRA: UMA REVISÃO DA LITERATURA

Autores

DOI:

https://doi.org/10.16891/2317-434X.v10.e2.a2022.pp1346-1352

Resumo

A democracia brasileira ingressa no século XXI consolidada por meio da eleição de um governo de base operária. Houve conquistas de direitos ratificadas pela Constituição de 1988. Este governo foi reconduzido em 2014, com eleições democráticas e legitimas. Entretanto, é nesse período que ataques organizados pela extrema direita e outras lideranças políticas resultam na destituição da presidenta eleita. É nesse ínterim que direitos conquistados na constituinte de 1988 são atacados pelo governo imposto. O Escola Sem Partido, ganha força neste cenário com ataques à educação. A proposta do presente estudo é investigar os discursos do movimento Escola Sem Partido. Para tal, foi realizada uma pesquisa qualitativa através de uma revisão bibliográfica. É abordado os impactos na formação dos estudantes, numa tentativa de tornar evidentes os interesses escondidos, as fortes tendências totalitárias que instigam o cerceamento do trabalho docente e a associação com um projeto mais amplo que visa tornar a escola um balcão de negócios. Os resultados demonstraram que o discurso de neutralidade e equidade defendido pelo Escola Sem Partido, na verdade, esconde uma política de cerceamento ao debate de ideias, à qualidade na educação e a perseguição do professor como responsável por manipular a opinião dos estudantes. Concluiu-se que é fundamental a discussão com objetivo de construir um contraponto baseado na desconstrução de ideias obsoletas do movimento, sobretudo, no campo da educação, baseado no protagonismo de uma escola cada vez mais autônoma e democrática.

Downloads

Publicado

2022-07-15

Edição

Seção

Artigos