TEMPO DE TELA, QUALIDADE DO SONO E FATORES DE RISCO CARDIOVASCULARES DE ESCOLARES

Autores

  • Marcos Antônio Araújo Bezerra
  • Gabriela Gomes de Oliveira Bezerra
  • Cibele Rodrigues Lopes
  • Lara Belmudes Bottcher

DOI:

https://doi.org/10.16891/618

Resumo

O público jovem passa por transformações de suas competências a todo momento tornando-se importante a análise de possíveis impactos causados pelo crescente uso das telas ao sono e a saúde, como os fatores de risco cardiovasculares. O objetivo desse estudo foi identificar o tempo de tela, qualidade do sono e os fatores de risco cardiovascular de escolares. Trata-se de estudo de campo, do tipo ex-post-facto, com abordagem quantitativa, realizado com 152 escolares de 14 a 19 anos, de ambos os sexos, regulamente matriculados e assíduos nas escolas de ensino médio regular do município de Várzea Alegre - CE. Como instrumento, utilizou-se para a mensuração do tempo de tela um questionário semiestruturado incluindo questões relacionadas ao tempo diário despendido em frente às telas digitais.  Para obtenção dos dados referentes à qualidade do sono foi utilizado o mini questionário do sono. Para avaliação dos riscos cardiovasculares dos escolares foram analisados o índice de massa corporal (IMC) para identificar o nível de obesidade, os níveis de Pressão Arterial (PA) e o nível de atividade física (IPAQ). As análises dos dados da foram conduzidas através do software JASP através de estatística descritiva por distribuição de frequência e teste associativo de Qui-Quadrado. Os resultados revelaram uma maior prevalência de tempo em tela no aparelho celular (43,42%), em que a grande parte da população (77,63%) passa de 1 a 4 horas diante de telas, sendo em sua maioria do sexo feminino (61,43%). Em relação ao sono, verificou-se que 61,2% de indivíduos apresentam alterações de sono, com uma prevalência de mulheres (63%) com sono muito alterado. Quanto as fatores de risco, 59,2% dos escolares se encontram com peso normal, 56% se classificam entre ativos e muito ativos fisicamente. 54,60% da amostra se encontram com níveis normais de PA. O estudo apontou não existir associação entre as variáveis categóricas  IMC, níveis de atividade física e pressão arterial. Porém quando verificado à associação do sexo com as variáveis em questão, os resultados demonstram dados estatisticamente significantes apenas aos níveis de atividade física. Conclui-se que a maioria dos escolares não demonstram grandes alterações no que se refere as variáveis analisadas quando contrapostas a literatura atual, sendo necessário porém uma atenção especial a qualidade do sono dos mesmos.

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Publicado

2019-01-09

Edição

Seção

Saúde