ATIPIAS INDETERMINADAS NO DIAGNÓSTICO CITOPATOLÓGICO: UMA REVISÃO DE LITERATURA

Autores

  • Yasmim de Alencar Grangeiro
  • Vitória Ruana Sales Santos
  • Pedro Henrique Matos Grangeiro Cruz Universidade Federal do Cariri (UFCA), Barbalha - CE.
  • Pedro Walisson Gomes Feitosa
  • Francisco Yhan Pinto Bezerra

DOI:

https://doi.org/10.16891/2317-434X.v10.e2.a2022.pp1371-1377

Resumo

O câncer de colo do útero (CCU) é uma das neoplasias mais incidentes entre mulheres no Brasil. A prevenção e o diagnóstico precoce são considerados os métodos ideais para redução nas taxas de morbidade e mortalidade decorrentes desta neoplasia. O diagnóstico do CCU é realizado através do exame de Papanicolau e a atual descrição da citologia cervical é baseada no sistema de Bethesda que descreve lesão escamosa atípica (ASC), lesão intraepitelial escamosa de baixo grau (LSIL), lesão intraepitelial escamosa de alto grau (HSIL), carcinoma de célula escamosa, células glandulares atípicas (AGC) e adenocarcinoma. A nomenclatura ASC é utilizada para definir atipias de significado indeterminado, entretanto, esta tem gerado grande preocupação pois pode ser utilizada como via de saída em situações pela limitação do analista que interpreta a citologia cervicovaginal. O objetivo deste trabalho é revisar literatura existente sobre as lesões ASC, descrevendo sua importância clínica, as condutas de seguimento e os protocolos de acompanhamento propostos. O termo ASC sugere alterações epiteliais que não são qualitativamente e quantitativamente suficientes para uma interpretação definitiva. O manejo dos pacientes diagnosticados com ASC ainda não é bem definido e a opção mais utilizada é o acompanhamento com o exame citopatológico de 4 a 6 meses, a colposcopia imediata com biópsia e o rastreamento com pesquisa de HPV. Devido à alta incidência e mortalidade do CCU evidencia-se a necessidade do desenvolvimento de estudos acerca das atipias indeterminadas e do aprimoramento das políticas públicas na atenção básica com ênfase na saúde da mulher.

Biografia do Autor

Yasmim de Alencar Grangeiro

Biomédica pós-graduanda em Citologia Clínica.

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Publicado

2022-07-15

Edição

Seção

Artigos