PROJETO TERAPÊUTICO SINGULAR NA REDE DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL: HARMONIAS E DISSONÂNCIAS DE COMPREENSÕES E PRÁTICAS
DOI:
https://doi.org/10.16891/2317-434X.v13.e3.a2025.id2383Palavras-chave:
Projeto Terapêutico Singular, Integralidade em Saúde, saúde mental, Rede de Atenção Psicossocial, Integralidade do Cuidado, Trabalhador da Saúde Mental, Saúde Mental IntegralResumo
O Projeto Terapêutico Singular (PTS) constitui uma importante estratégia de assistência, gestão e formação para os equipamentos da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) no Sistema Único de Saúde (SUS). Tem sido incorporado de modo diverso, mas com fragilidades tanto na forma de compreender quanto de operar este recurso. Este estudo qualitativo-interpretativo objetivou investigar as concepções e experiências da construção do PTS na RAPS de um município de pequeno porte no interior paulista. Participaram 19 trabalhadores e gestores da RAPS, por meio de questionários e entrevistas semiestruturadas, analisadas pela perspectiva da técnica de análise temática de conteúdo. Como resultado, abordaremos neste artigo “o PTS propriamente dito”, evidenciando que as compreensões sobre o PTS tendem a simplificar suas dimensões suprimindo seu caráter formativo e reflexivo, bem como descaracterizando a dimensão processual e participativa de sua construção. Neste sentido, recomendamos vivamente o investimento formativo sobre o PTS como estratégia para um cuidado integral e uma gestão mais eficaz em saúde mental. Reconhecemos, ainda, o PTS como meio indutor para o fortalecimento da política municipal de saúde mental atrelado à Educação Permanente em Saúde. Esta pesquisa nasce da implicação e reflexões da pesquisadora como trabalhadora do SUS e finaliza com perspectivas concretas de produtos destinados diretamente aos trabalhadores e gestores locais (oficinas formativas), e indiretamente aos usuários da RAPS, a partir da potencialidade de transformação das práticas de cuidado.