ESCOLIOSE, ALTERAÇÕES POSTURAIS E FLEXIBILIDADE MUSCULAR EM CRIANÇAS COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA
DOI:
https://doi.org/10.16891/2317-434X.v13.e3.a2025.id2457Palavras-chave:
Transtorno do Espectro Autista; Escoliose; Postura; FisioterapiaResumo
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) afeta o desenvolvimento motor, causando déficits na comunicação e interação social. Crianças com TEA apresentam taxas elevadas de escoliose e dificuldades no equilíbrio, incluindo coordenação limitada dos braços e pernas. Analisar a prevalência de escoliose, alterações posturais e flexibilidade muscular em crianças com TEA. Estudo transversal, descritivo de caráter quantitativo. Foram incluídas crianças de 5 a 11 anos com diagnóstico de TEA e outras comorbidades. Utilizou-se como instrumentos para coleta de dados o aplicativo Scoliometer, a Fita Métrica BMI da marca Kombiuda e registros fotográficos. A maioria dos participantes apresentaram redução da flexibilidade muscular, apenas um participante obteve um grau considerado para escoliose. Quanto às alterações posturais, a maioria apresentou elevação do ombro direito associada à protusão de ombros e escápulas assimétricas e pés planos. Identificou-se, também, descarga de peso assimétrica em quase metade da amostra, predominantemente no membro inferior esquerdo. O transtorno mais prevalente foi o TDAH. Investir em pesquisas nesse campo facilitará a detecção precoce de alterações posturais, escoliose e flexibilidade muscular, possibilitando um manejo mais eficaz desses problemas, possibilitando a prevenção de alterações maiores na adolescência e vida adulta das crianças com diagnóstico de TEA.