PREVALÊNCIA DA SÍNDROME METABÓLICA ENTRE MULHERES ADULTAS PÓS-MENOPAUSA ATENDIDAS AMBULATORIALMENTE EM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE BELÉM-PARÁ
DOI:
https://doi.org/10.16891/2317-434X.v14.e1.a2026.id3101Palavras-chave:
Risco Cardiovascular; Diabetes Mellitus; MortalidadeResumo
Mulheres no pós-menopausa apresentam chances maiores de desenvolver síndrome metabólica e consequentemente, doenças cardiovasculares e diabetes mellitus. O objetivo da pesquisa foi identificar a prevalência da síndrome metabólica entre mulheres adultas no pós-menopausa. Realizou-se estudo transversal e descritivo com pacientes atendidas entre janeiro de 2022 e dezembro de 2023, no ambulatório de um hospital público na cidade de Belém, Pará. As variáveis estudadas incluíram o local de residência, a idade cronológica, a idade e o tipo da menopausa, o tempo de pós-menopausa, o diagnóstico clínico, hábitos de vida, estatura e massa corporais, índice de massa corporal, hipertensão arterial, circunferência da cintura e resultados de exames laboratoriais. Procedeu-se a estatística descritiva, o teste qui-quadrado de aderência, o teste de correlação de Spearman e a regressão logística adotando-se o nível de significância de 5%. A síndrome metabólica foi diagnosticada quando a paciente apresentou, pelo menos, três dos cinco critérios adotados pelo Joint Interim Statement. Proporção significativa (p<0,0001) das 198 mulheres adultas pós-menopausa avaliadas era de sedentárias (79,3%) e com obesidade leve (36,9%). Os componentes mais prevalentes (p<0,05) foram hiperglicemia (72,2%) e hipertensão arterial (61,6%). A síndrome metabólica prevaleceu significativamente (p=0,034) em 61,1% das pacientes atendidas, associando-se com a idade cronológica (p= 0,038 – IC= 1,004-1,156) e com o índice de massa corporal (p= 0,005 – IC= 1,022-1,135). Esta pesquisa mostrou alta prevalência de SM entre mulheres adultas pós-menopausa atendidas em ambulatório público, evidenciando risco para doenças crônicas não transmissíveis.