VENTILAÇÃO NÃO INVASIVA COM INTERFACE CAPACETE NA COVID-19 - ASPECTOS FISIOPATOLÓGICOS, BIOMECÂNICOS E CLÍNICOS
REVISÃO DE ESCOPO
DOI:
https://doi.org/10.16891/2317-434X.v14.e1.a2026.id3370Palavras-chave:
Insuficiência respiratória aguda hipoxêmica, Mecânica respiratória, Pressão positiva contínua nas vias aéreasResumo
A insuficiência respiratória aguda hipoxêmica constitui uma das principais complicações da COVID-19. Nesse contexto, a ventilação não invasiva (VNI) por meio de interface tipo capacete tem se mostrado uma alternativa promissora no manejo desses pacientes. O presente estudo teve como objetivo revisar os aspectos fisiopatológicos e biomecânicos da COVID-19 e suas implicações clínicas para a aplicação da VNI com interface capacete. Trata-se de uma revisão de escopo conduzida conforme as diretrizes do PRISMA-ScR. A busca foi realizada nas bases de dados PubMed Central e MEDLINE, incluindo estudos publicados nos últimos cinco anos, nos idiomas português, inglês e espanhol. Foram identificados 1.149 registros, dos quais 10 estudos foram incluídos na síntese final. Desses, quatro abordaram aspectos relacionados à fisiopatologia, mecânica respiratória e lesão pulmonar autoinfligida pelo paciente (P-SILI), enquanto seis investigaram o uso da VNI, com ênfase na interface capacete. Os achados indicam maior tolerância ao dispositivo, redução da necessidade de intubação e menor incidência de complicações. Estudos nacionais com o dispositivo ELMO demonstraram resultados favoráveis, inclusive em cenários com recursos limitados. Conclui-se que a compreensão dos aspectos fisiopatológicos e biomecânicos da COVID-19 é essencial para orientar a escolha da estratégia ventilatória, sendo a VNI com interface capacete uma alternativa segura e eficaz no suporte ventilatório desses pacientes.