DESAFIOS E SUPERAÇÃO DA AGRICULTURA FAMILIAR EM TEMPOS DE PANDEMIA
DOI:
https://doi.org/10.16891/2317-434X.v13.e3.a2025.id2506Palavras-chave:
Agricultura famíliar;, Políticas públicas inclusivas;, COVID-19Resumo
O fortalecimento da agricultura familiar é essencial para garantir o acesso a alimentos saudáveis, uma vez que o setor é responsável por 23% dos alimentos produzidos no Brasil. Apesar de sua importância, os agricultores familiares enfrentam desafios estruturais, agravados pela pandemia de COVID-19, especialmente no contexto de uma comunidade localizada no interior do estado do Rio de Janeiro, Brasil. Este estudo teve como objetivo avaliar os desafios enfrentados por esses agricultores durante a pandemia, com foco em aspectos sociodemográficos, práticas agrícolas e comercialização. Trata-se de um estudo transversal descritivo, realizado entre dezembro de 2020 e outubro de 2021, com 100% (n=22) agricultores familiares selecionados. Dos entrevistados, 72,7% eram homens, com idades entre 23 e 66 anos, predominando a faixa de 30 a 43 anos. Em relação à cor/raça, 86,4% se declararam brancos, 9,1% pretos e 4,5% pardos. Todos produziam hortaliças, e 45,5% também cultivavam vegetais, embora nenhum possuísse certificação orgânica. Quanto à comercialização, 59,1% participavam do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), enquanto 40,9% não estavam inseridos nesse mercado. Os resultados evidenciaram grandes dificuldades na produção e comercialização, intensificadas pela pandemia. Conclui-se que a implementação de políticas públicas mais eficazes e colaborativas é fundamental para apoiar esses agricultores, incluindo a modernização de equipamentos e a inclusão nos mercados digitais como alternativas tecnológicas para promover a sustentabilidade e a inclusão produtiva. Essas medidas são essenciais para fortalecer a resiliência do setor frente a crises futuras.