A GASTROSQUISE EM RECÉM-NASCIDOS NO ESTADO DO TOCANTINS UM ESTUDO DE SÉRIE TEMPORAL ENTRE 2015 E 2024
DOI:
https://doi.org/10.16891/2317-434X.v14.e1.a2026.id2560Palavras-chave:
anomalias congênitas, epidemiologia, saúde públicaResumo
As anomalias congênitas são alterações estruturais ou funcionais que surgem durante a gestação, podendo afetar diversos órgãos e sistemas, por exemplo, a gastrosquise, caracterizada por um defeito na parede abdominal, onde os órgãos abdominais, ficam expostos ao líquido amniótico, causando inflamação e potencial risco de necrose e obstrução. Objetivou-se analisar a prevalência e os fatores epidemiológicos determinantes no contexto da gastrosquise, ao longo de uma década, no Estado do Tocantins. Trata-se de um estudo epidemiológico ecológico de série temporal, com abordagem quantitativa, realizado a partir dos dados secundários obtidos do Painel de Monitoramento de Malformações Congênitas, deformidades e anomalias cromossômicas da Plataforma Integrada de Vigilância em Saúde (IVES) e do Sistema de Notificação Sobre Nascidos Vivos entre os anos de 2015 e 2024. Os dados foram sumarizados em programa Excel e analisados no Joinpoint para análise de tendência temporal e no EpiInfoTM para análise de prevalência. Foram registrados 238.934 nascidos vivos no Tocantins no período de 2015 a 2024, na qual 65 apresentaram gastrosquise, resultando na prevalência de 2,72 casos por 10.000 nascidos vivos. A análise de prevalência neste intervalo de 10 anos revelou um cenário de oscilação temporal, com um pico significativo de 23,08% dos casos em 2018. A análise de regressão linear de Prais-Winsten revelou uma variação anual percentual média (APC) da taxa de prevalência da gastrosquise estimada em -7,0 (IC 95% = -17,62 – 4,35), sem significância estatística (p = 0,20). A microrregião de saúde Capim Dourado concentrou a maior quantidade de registro nos anos de 2015, 2018 e 2022, com 6 casos no ano de 2018. As mães na faixa etária de 15 a 19 anos foram responsáveis pelo maior número de casos, seguidas pelas de 20 a 24 anos de idade. Dessa maneira, percebe-se que a gastrosquise é uma condição que requer atenção especial, principalmente nas regiões mais vulneráveis e em populações jovens, sendo necessário o fortalecimento de políticas de saúde, educação sexual e medidas de prevenção ambiental.