PROTOCOLOS ADESIVOS ADOTADOS POR CIRURGIÕES-DENTISTAS NO NORDESTE: UM RECORTE DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE
DOI:
https://doi.org/10.16891/2317-434X.v14.e1.a2026.id3252Palavras-chave:
Adesivos dentinários, Condicionamento ácido, Protocolos clínicosResumo
A evolução dos sistemas adesivos proporcionou aos cirurgiões-dentistas a possibilidade de diferentes protocolos de aplicação, com destaque para os sistemas adesivos universais, que oferecem versatilidade de uso ‘multi-modal’. Dessa forma, o domínio das técnicas torna-se fundamental para o sucesso clínico. Este estudo teve como objetivo analisar o perfil dos cirurgiões-dentistas quanto ao uso de sistemas adesivos e às estratégias de adesão empregadas na prática clínica. Trata-se de um estudo observacional, transversal e descritivo, aprovado pelo CEP-UFRN (protocolo 5.269.958), realizado por meio de questionário eletrônico aplicado a profissionais inscritos no CRO-RN e atuantes no estado. Dos 4.626 profissionais elegíveis, 114 responderam ao questionário e atenderam aos critérios de inclusão. Observou-se predominância de participantes do sexo feminino (60,5%), com idade entre 22-35 anos (63,1%), formados em instituições públicas (68,4%) e com até quatro anos de atuação profissional (31,5%). Quanto à atualização, 54,4% relataram realizá-la com frequência, principalmente por meio de artigos científicos (72,8%). O sistema adesivo convencional de dois passos foi o mais utilizado (56,1%). Entre os autocondicionantes, predominou o condicionamento seletivo em esmalte (36%), enquanto nos sistemas universais, o condicionamento ácido total foi a estratégia mais empregada (42,1%). As análises inferenciais não demonstraram associação estatisticamente significativa entre o uso de sistemas adesivos e variáveis como tempo de formação, tipo de atuação profissional, titulação e instituição de ensino (p > 0,05). Conclui-se que, apesar da busca constante por atualização profissional, há descompasso entre recomendações científicas e prática clínica, indicando a necessidade de educação permanente para adoção de protocolos baseados em evidências.