ESTRATÉGIAS COMUNICACIONAIS NA EDUCAÇÃO EM SAÚDE POR MEIO DAS REDES SOCIAIS PARA PESSOAS COM DOENÇAS CRÔNICAS: UMA REVISÃO INTEGRATIVA
DOI:
https://doi.org/10.16891/2317-434X.v14.e1.a2026.id3683Palavras-chave:
letramento digital, intervenções digitais, promoção da saúdeResumo
As redes sociais têm se consolidado como ferramentas estratégicas na educação em saúde, especialmente no contexto das doenças crônicas. O objetivo desta revisão integrativa foi analisar as estratégias comunicacionais utilizadas em redes sociais digitais para educação em saúde de pessoas com doenças crônicas e seus impactos comunicacionais, comportamentais e clínicos. A busca foi realizada nas bases PubMed, LILACS e SciELO, considerando publicações dos últimos dez anos. Foram incluídos 20 estudos após aplicação dos critérios de elegibilidade e leitura na íntegra. Predominaram ensaios clínicos randomizados e estudos controlados (n=8), seguidos por estudos observacionais e qualitativos. O Facebook foi a plataforma mais frequente (n=8), seguido por WeChat (n=4) e WhatsApp (n=3), além de Instagram, YouTube, Telegram e blogs. As estratégias comunicacionais incluíram apoio entre pares em grupos fechados, mensagens personalizadas, automonitoramento, transmissões ao vivo, gamificação e campanhas multicanais com segmentação digital. Parte das intervenções foi fundamentada em modelos teóricos de mudança de comportamento. Os estudos relataram aumento do letramento em saúde e do autocuidado, melhora de hábitos alimentares e prática de atividade física, e, em intervenções estruturadas, redução significativa de HbA1c, pressão arterial e parâmetros metabólicos. Conclui-se que estratégias digitais teoricamente fundamentadas e culturalmente adaptadas apresentam potencial para fortalecer o cuidado e ampliar o acesso à educação em saúde no manejo das doenças crônicas.