AS CIRCUNSTANCIALIDADES DA MEDIAÇÃO DE CONFLITOS NO TERRITÓRIO ESCOLAR
DOI:
https://doi.org/10.16891/2317-434X.v14.e1.a2026.id2542Palavras-chave:
circunstancialidades, território escolar, conflito escolar, mediação de conflitos, atuação docenteResumo
A partir do conceito de lugar enquanto circunstancialidade proposto por Marandola Jr. (2014), compreendemos a escola como um lugar dinâmico que se constrói a partir de circunstancialidades do ser-no-mundo, refletindo a interação constante entre as diversas condições e contextos que moldam as experiências educacionais e as relações humanas, sobretudo seus conflitos. Este artigo objetiva compreender as circunstancialidades que são vivenciadas na mediação de conflitos no território escolar. Trata-se de uma pesquisa de natureza qualitativa, em que se realizou uma revisão bibliográfica sistemática, por meio da produção do estado da arte sobre “mediação escolar” e “conflito escolar”, abrangendo o período de 2007 a 2023. As produções analisadas indicam que os motivos dos conflitos escolares são diversos, assim como são os fatores que envolvem a mediação escolar, tomados nesta produção como circunstancialidades, a saber: a necessidade de se rever a relação com a aprendizagem pelos alunos; às questões de microviolências vivenciadas fora do contexto escolar e que impactam as aprendizagens; o papel do professor como mediador de conflitos; aspectos de políticas públicas que envolvem a formação docente sobre o clima organizacional, e; as demandas da Educação Inclusiva como responsabilidade de mediação pelos professores. Conclui-se que compreender a escola como um lugar dinâmico que se constrói a partir de circunstancialidades do ser-no-mundo, permite a reflexão das diversas condições e contextos que moldam as relações humanas em suas experiências educacionais, e as formas pelas quais a mediação escolar pode se concretizar.