MANEJO ANESTÉSICO EM CESARIANAS ASSOCIADAS A CRISES HIPERTENSIVAS: UMA REVISÃO INTEGRATIVA DA LITERATURA
DOI:
https://doi.org/10.16891/2317-434X.v14.e1.a2026.id3482Palavras-chave:
Anestesia; Cesarean Section; Hypertension, Pregnancy-InducedResumo
A gestação promove diversas adaptações fisiológicas no organismo materno que, associadas às alterações decorrentes da Doença Hipertensiva Específica da Gravidez (DHEG), elevam significativamente os riscos materno-fetais. Esse quadro requer atenção especial, sobretudo em situações de urgência obstétrica, nas quais a escolha da técnica anestésica é decisiva para a segurança da gestante e do feto. O presente estudo tem como objetivo avaliar as principais intervenções anestésicas utilizadas em cesarianas de urgência em gestantes portadoras de síndromes hipertensivas. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, com busca de artigos publicados entre 2020 e 2025 nas bases PubMed, ScienceDirect, SciELO e LILACS. Utilizaram-se os descritores DeCS “Pré-eclâmpsia”, “Eclâmpsia” e “Anestesia” e os termos MeSH “Hypertension, Pregnancy-Induced”, “Anesthesia” e “Cesarean Section”, combinados com os operadores booleanos “AND” e “OR”. Foram incluídos estudos em português, inglês e espanhol, disponíveis gratuitamente na íntegra, que abordassem intervenções anestésicas em pacientes com crises hipertensivas submetidas a cesarianas de urgência, totalizando 10 artigos. As pesquisas analisaram técnicas raquidiana, peridural e geral, avaliando seus efeitos sobre a estabilidade hemodinâmica, analgesia, recuperação pós-operatória e desfechos neonatais. A heterogeneidade dos contextos reforça a importância da individualização da conduta anestésica conforme o quadro clínico materno. Conclui-se que o manejo anestésico adequado em cesarianas de urgência por DHEG é fundamental para a segurança materno-fetal, destacando-se a necessidade de decisões baseadas em evidências e da integração de equipes multidisciplinares, a fim de garantir uma assistência obstétrica mais segura e humanizada.