USO DO CHATGPT-4 COMO FERRAMENTA DE APOIO À ANÁLISE QUALITATIVA DE PLANOS MUNICIPAIS DE SAÚDE

Autores

DOI:

https://doi.org/10.16891/2317-434X.v14.e1.a2026.id3661

Palavras-chave:

Inteligência Artificial, Planejamento em Saúde, Saúde Pública

Resumo

O estudo avaliou a aplicação do modelo de linguagem natural ChatGPT-4 na análise qualitativa de Planos Municipais de Saúde (PMS), com o objetivo de verificar sua viabilidade como ferramenta de apoio ao processo avaliativo. Analisaram-se cinco PMS de municípios de Santa Catarina, utilizando como referência o Roteiro de Análise Qualitativa de PMS. Criou-se uma persona, definiram-se escopos e foram elaborados prompts com instruções detalhadas para cada questão. O modelo foi orientado a considerar exclusivamente as informações presentes nos documentos, com justificativas referenciadas. A fundamentação teórica está inserida no contexto da quarta revolução industrial, considerando o potencial da inteligência artificial (IA) em processos técnicos e analíticos. Os resultados apontaram 52% de correspondência válida entre as análises geradas pela IA e aquelas realizadas por avaliadores humanos, com maior concordância nas respostas afirmativas. As divergências ocorreram, principalmente, por interpretações fora de contexto. Apesar de limitações, o ChatGPT-4 pôde ser usado em conjunto com análises humanas, sendo uma ferramenta promissora, ainda que indique a necessidade de aprimoramento de critérios avaliativos e dos prompts utilizados.

Biografia do Autor

Stella Lemke, Superintendência do Ministério da Saúde em Santa Catarina (SEMS/SC)

Doutorado (2024) e Mestrado (2012) em Nutrição pelo Programa de Pós-Graduação em Nutrição da Universidade Federal de Santa Catarina. Graduação em Nutrição pela Universidade Federal de Santa Catarina (2010). Especialização em Saúde Coletiva pela Escola Fiocruz de Governo - Fiocruz Brasília (2015). Especialização em Saúde Coletiva: concentração em Monitoramento, Avaliação e Informação Estratégica pela Universidade Federal da Bahia (2019). Experiência em Gestão de Políticas Públicas, com atuação como Apoio Técnico ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE/MEC) nas ações de Segurança Alimentar e Nutricional no âmbito escolar. Servidora do Ministério da Saúde (2015-atual), atuou na Coordenação-Geral de Atenção Especializada, do Departamento de Atenção Especializada e Temática, da Secretaria de Atenção Especializada à Saúde. Atualmente atua no Serviço de Articulação Interfederativa e Participativa, da Superintendência do Ministério da Saúde em Santa Catarina.

Angela Rosso, Superintendência do Ministério da Saúde em Santa Catarina (SEMS/SC)

Mestre em Bioquímica pela Universidade Federal de Santa Catarina (2010). Graduação em Farmácia e Bioquímica pela Universidade Federal de Santa Catarina (2007). Especialização em Saúde Ambiental e Saneamento Rural pela Univasf (2023). Atualmente é servidora do Ministério da Saúde e integra a equipe do Serviço de Articulação Interfederativa e Participativa da Superintendência do Ministério da Saúde em Santa Catarina. Possui experiência na área de Saúde Ambiental, gestão de riscos e planejamento. Já exerceu o cargo de chefe da Divisão de Saúde Ambiental, liderando as áreas de Controle de Qualidade e Educação em Saúde Ambiental. Também foi chefe do Setor de Educação em Saúde Ambiental e responsável técnica pelo laboratório de Controle de Qualidade da Água. Também coordenou o Núcleo de Cooperação Técnica da Superintendência Estadual. Atuou na gestão de convênios, Termo de Execução descentralizada e Termos de Cooperação Técnica.

Marina Gasino Jacobs, Superintendência do Ministério da Saúde em Santa Catarina (SEMS/SC)

Doutora em Saúde Coletiva na Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC, mestre em Saúde Coletiva pela Universidade de Brasília - UnB na área de concentração de epidemiologia (2017), especialista em Saúde Coletiva pela Universidade Positivo (2012) e bacharel em Psicologia pela Universidade Federal do Paraná - UFPR (2011). Atua como Analista Técnica de Políticas Sociais em exercício no Ministério da Saúde.

Mariana da Costa Schorn, Superintendência do Ministério da Saúde em Santa Catarina (SEMS/SC)

Doutora em Sociologia e Ciência Política pela Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC (2023). Possui graduação em Psicologia pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos - UNISINOS (2008). Mestrado em Psicologia Social e Institucional pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS (2011), Especialização em Gestão de Políticas Públicas Informadas por Evidências pelo Hospital Sírio Libanês e Especialização em Políticas Públicas para a Igualdade nas Américas, pelo Conselho Latinoamericano de Ciências Sociais (CLACSO). É Analista Técnica de Políticas Sociais no Ministério da Saúde, tendo atuado entre 2011 e 2016 na Coordenação Nacional de Saúde Mental, Álcool e outras Drogas. Atualmente integra a equipe do Serviço de Articulação Interfederativa e Participativa da Superintendência do Ministério da Saúde em Santa Catarina. Tem experiência na área de Saúde Mental, atuando principalmente nos seguintes temas: política pública de saúde mental, atenção psicossocial, psicanálise, decolonialismo, maternidade, feminismo, direitos sexuais e reprodutivos, direitos humanos e proteção integral à infância e juventude.

Liliane Kelen Miguel, Superintendência do Ministério da Saúde em Santa Catarina (SEMS/SC)

Especialização em Processos e Ferramentas Gerenciais para Integração e Sinergia dos Projetos no SUS (2023) e MBA em Gestão Pública pela Faculdade Unyleya (2020). Graduação em Farmácia pela Universidade Estadual de Londrina – UEL (2011). Servidora Pública Federal no cargo de Analista Técnica de Políticas Sociais, em exercício no Ministério da Saúde. Atuou na Coordenação-Geral do Componente Especializado da Assistência Farmacêutica, no Departamento de Assistência Farmacêutica da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos em Saúde, e na Coordenação de Acompanhamento e Qualificação da Gestão de Preços em Saúde, do Departamento de Economia da Saúde da Secretaria Executiva. Atualmente, integra a equipe da Superintendência do Ministério da Saúde em Santa Catarina (SMSA/SC), no Serviço de Articulação Interfederativa e Participativa.

Fernanda Aliano Baldessar, Superintendência do Ministério da Saúde em Santa Catarina (SEMS/SC)

Especialização em Gestão pública pela FAVENI (2022) e em Perícia e Auditoria ambiental pela UNESC (2011) e Gestão e educação ambiental pela Universidade Leonardo da Vinci (2010). Possui Graduação em Engenharia ambiental pela Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC) (2006). Servidora Pública Federal no cargo de Analista Técnica de Políticas Sociais, em exercício no Ministério da Saúde. Atuou como Chefia da Divisão de Atenção a Saúde Indígena no DSEI Xingu; Atuou como Chefia no Setor de Orçamento e Finanças no DSEI Xingu; Atuou como ponto focal da educação permanente em 2022 promovendo o DSEI Xingu como referência em primeiro lugar no indicador para o referido ano. Atuou como supervisora do Eaud no DSEI Xingu. Possui experiência em organização de redes de atenção à saúde e articulação interfederativa, análise situacional de saúde e saneamento, atenção diferenciada voltada a saúde indígena. Atualmente, integra a equipe da Superintendência do Ministério da Saúde em Santa Catarina (SMSA/SC), no Serviço de Articulação Interfederativa e Participativa.

Sílvia Reis, Ministério da Saúde

Mestre em Psicologia Clínica e Cultura pela Universidade de Brasília - UnB (2016), especialista em Saúde da Família e Comunidade pela Escola GHC (2010) e bacharel em Psicologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS (2008). Atua como Analista Técnica de Políticas Sociais em exercício no Ministério da Saúde.

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Publicado

2026-08-08

Como Citar

Lemke, S., Rosso, A., Jacobs, M. G., Schorn, M. da C., Miguel, L. K., Baldessar, F. A., & Reis, S. (2026). USO DO CHATGPT-4 COMO FERRAMENTA DE APOIO À ANÁLISE QUALITATIVA DE PLANOS MUNICIPAIS DE SAÚDE. Revista Interfaces: Saúde, Humanas E Tecnologia, 14(1), 6902–6910. https://doi.org/10.16891/2317-434X.v14.e1.a2026.id3661

Edição

Seção

Artigos

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