SALA DE AULA INVERTIDA COMO ESTRATÉGIA PARA SUPERAR BARREIRAS NO ENSINO DE BIOESTATÍSTICA: EVIDÊNCIAS DE GANHO ACADÊMICO NO ENSINO SUPERIOR
DOI:
https://doi.org/10.16891/2317-434X.v14.e1.a2026.idMEPESA15Palavras-chave:
sala de aula Invertida; metodologias ativas; bioestatística; ensino superior; avaliação educacional.Resumo
Este estudo analisou o impacto da Sala de Aula Invertida (SAI) no desempenho de estudantes de Bioestatística em um curso superior, considerando limitações do ensino tradicional em disciplinas quantitativas. Adotou-se um delineamento quase-experimental pré-teste/pós-teste com grupo único, comparando o desempenho dos 32 participantes antes (AV1) e depois (AV2) da intervenção. As avaliações, equivalentes em conteúdo e nível de exigência, forneceram os dados utilizados na análise. Empregaram-se estatística descritiva, teste t pareado e cálculo do tamanho do efeito, conforme recomendações metodológicas (Cohen, 1988; Field, 2013). Os resultados mostraram aumento significativo das médias (AV1 = 5,44; AV2 = 7,60; p < 0,0001; d = 3,51), indicando ganho robusto de desempenho após a implementação da SAI. Esses achados convergem com estudos que evidenciam maior engajamento e autonomia em metodologias ativas (Bergmann e Sams, 2012; Gilboy, Heinerichs e Pazzaglia, 2015). O estudo reforça o potencial da SAI para qualificar o ensino de Bioestatística e recomenda pesquisas futuras com grupos controle e amostras ampliadas.