WORKSHOP FORMATIVO - ALFABETIZAÇÃO INCLUSIVA: ESTRATÉGIAS PARA A INCLUSÃO DE CRIANÇAS COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA (TEA) NOS ANOS INICIAIS
DOI:
https://doi.org/10.16891/2317-434X.v14.e1.a2026.idMEPESA31Palavras-chave:
educação inclusiva; alfabetização; transtorno do espectro autista; formação docente; mediação pedagógica.Resumo
A inclusão escolar constitui um princípio fundamental do direito à educação e exige uma mudança de paradigma que vá além da simples matrícula de estudantes com deficiência, demandando transformações culturais, pedagógicas e institucionais. No Brasil, políticas como a Política Nacional de Educação Especial (2008), o Plano Nacional de Educação (2014–2024) e o Estatuto da Pessoa com Deficiência (2015) ampliaram a presença de alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) nas classes comuns, especialmente nos anos iniciais do Ensino Fundamental. Nesse contexto, a alfabetização se apresenta como etapa crítica, requerendo metodologias flexíveis, mediação pedagógica adequada e compreensão das especificidades cognitivas, sensoriais e comunicativas do aluno com TEA. Fundamentada em autores como Vygotsky, Freire e Mantoan, a pesquisa busca compreender as percepções docentes sobre práticas inclusivas e desafios enfrentados no primeiro ano, identificando lacunas formativas e estratégias exitosas. O estudo foi desenvolvido em uma escola privada do município do Crato–CE, cuja proposta socioconstrutivista favorece a inclusão, mas ainda enfrenta dificuldades estruturais e pedagógicas. Por meio de observações, entrevistas e rodas de conversa, constatou-se que os professores demonstram empenho, porém carecem de apoio, formação específica e estratégias para lidar com comportamentos desafiadores e adaptar o processo de alfabetização. Como resposta, será desenvolvido o workshop “Alfabetização Inclusiva”, destinado a docentes do 1º ao 3º ano, com o objetivo de promover reflexão, diálogo e formação prática. Os resultados reforçam a importância de ações formativas que considerem a realidade escolar e fortaleçam práticas inclusivas sensíveis, colaborativas e contextualizadas.